MEDO 2

Para que ele existe?      Poderíamos viver sem medo?  Morreríamos, isto sim, talvez muito mais rápido!!!!      “Quase morri de medo! Fiquei mortinha de medo” são expressões que ouvimos sempre… Mas cadáveres não sentem nada, então não sentem medo. Para sentir medo temos que estar vivos… Ele nos protege se bem equilibrado… Mas, desequilibrado, pode causar muitos danos…      Explico: cada órgão do nosso corpo tem uma função psicológica, pois temos um organismo físico e também psíquico. Nosso corpo e nossa psicologia estão inteiramente ligados… veja pois, não há uma emoção ou um sentimento andando por aí sem um corpo…      Se não tivéssemos estomago, possivelmente nos atiraríamos da janela do edifício ao invés de procurarmos a escada ou o elevador… E será que esperaríamos o sinal abrir para conduzirmos nosso carro por um cruzamento? Não, a falta do medo nos torna perigosos a nós mesmos e aos outros.      Também ouvimos… “Não tenho estomago para isto” significando que nos são indigestas certas coisas.      Então nosso estomago aperta quando estamos com medo, de qualquer coisa, do namorado que demora a chegar, do filho que sai e não volta antes da meia noite, do pivete que se aproxima do carro… Será um pedinte ou um assalto?      De não vencer as contas e as despesas do mês, de sermos abandonados por alguém, da morte de alguém que amamos, de separar-nos de algo ou de alguma coisa que queremos muito, de insetos, de elevador, de altura, de falar em público, de ficarmos sozinho, da solidão, mas também e principalmente, de SERMOS FELIZES, DO SUCESSO, DAS MUDANÇAS, DO NOVO, DO PRAZER…      Isto mesmo!!!! O bom também nos assusta e muito…      Cadê nossa confiança?      Como diz Renato Russo e a Legião Urbana: “Quem roubou nossa coragem… sentimos medo de sentirmos dor…!”.      E o que ele ocasiona se não soubermos lidar com ele?

E o que ele ocasiona se não soubermos lidar com ele?      O medo causa então inúmeras doenças: gastrite, azia, úlceras, câncer de estômago e também fobias ou medo exagerado, síndrome do pânico, dificuldades de cumprir com atividades que a vontade ou compromissos da pessoa exige, provocando comportamentos que evitam ou fogem de determinadas atuações.      Aí então ele passa a não nos proteger, mas nos bloqueia, impede, inibe, deprime!      Os rins sofrem com as inseguranças e o intestino tem dificuldade de cumprir sua função com equilíbrio porque também recebe influências dessa emoção, o medo. E os ombros se tencionam e se elevam contraindo provocando dores na cervical, no pescoço, na nuca, nos ombros, nos braços que ficam contraídos… Eis aí o que ele promove na musculatura…      Somos alertados e violentados por ameaças internacionais e nacionais de bombas, terrorismo, doenças, fome, recessão, loucura, drogas….      Podemos nos proteger, podemos proteger nosso estômago… Como?      Precisamos conhecer estes segredos, os segredos do estômago e outros mais… O que posso evitar, para me resguardar? O que devo pensar e não deixar que se torne pensamento de alarme, de temor, de receio, de alerta, de ansiedade, de desestímulo? O que devo fazer? O que posso fazer? O que tenho que conhecer?

Suely B. Kardosh

que me inibe? Os temores que me impedem de fazer o que eu quero? De ter prazer? De ter momentos de satisfação e alegria? O que devo fazer? O que posso fazer? O que tenho que conhecer?      Primeiramente eu devo me conhecer, saber como eu funciono. Aprender a me olhar, e perceber e dar ouvidos à minha sensibilidade e intuição. Saber o que devo saber e fazer comigo mesmo, tudo que indique que eu me respeito. Respeitar minhas vontades. Conhecer meus limites. Saber parar, desistir ou insistir. Não fugir das coisas que tenho medo, mas também não negar que tenho medo delas.      Fazer com medo é experimentar ir ganhando coragem. À medida que conheço o caminho o novo vai ficando velho, a mudança ficando conhecida. O sucesso sente–se aos poucos e ele não mais assusta e o prazer e a satisfação vão se tornando amenas e corriqueiras.      Viver a dor no menor tempo possível e o prazer no maior tempo possível. A alegria e o prazer são antídotos contra o medo excessivo. O medo não pode paralisar. Ação e movimento servem para afugentá-lo.      Não fique sem movimento. Movimento é vida.


 

 

 

 

 

 

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