Pais que trabalham muito

Bebês são frágeis e indefesos e sofrem muito a ausência e separação das mães logo ao nascer. Vem de um momento único de intrínseca ligação com a mãe no intra uterino e não sentem – se sozinhos tendo o constante ritmo do coração materno, ininterruptamente em seus ouvidos.

Logo vem a 1ª separação com o seu nascimento. A sua fragilidade e insegurança multiplicam – se infinitamente com inúmeros estímulos hostis de frio, calor, incômodos de higiene, dores, água, luz, e toques abruptos, sons desarmônicos, ruídos, causando sustos e contrações.

Os 1ºs anos de vida são a base estrutural para uma criança que definirá o adolescente e o adulto de amanhã.

Que individuo teremos no futuro com a ausência excessiva dos pais que trabalham muito?

A 1ª conseqüência grave é a instalação de uma indiferença por que para aquela “pessoinha”, a ausência é como indiferença e percebe que não adianta chorar, gritar, sofrer que esta realidade não se modifica. Diante de sua impotência em livrar – se desta dor e angustia de abandono, com medo e nas mãos de pessoas desconhecidas muitas vezes, defende-se com a indiferença e isto é a instalação de sentimentos e sensibilidade mortos, pois indiferente é só o organismo morto, aquele que não sente.

Adolescentes que não atendem aos pedidos de seus pais e de adultos – autoridade como dizem eles “não estão nem aí com nada”.

Adultos que não se importam com os outros, sem compaixão, agressivos, egoístas e voltados só para si mesmos,e afastados de seus pais que não conhecem, não aprenderam a conhecer, a conviver, a cuidar e não sabem conquistar. Pais abandonados que não conseguem imprimir nos seus descendentes seus valores de pessoa, de moral, de comportamento ético, de cidadania e afetivos.

Pais e filhos solitários sem vínculos de amizade e gratidão, de reciprocidade e respeito.

Isto vale a pena? Qual a solução para tal?

É preciso analisar cada casal por eles mesmos e achar soluções conciliatórias que impeçam este sofrimento para pais e filhos e suas graves conseqüências no futuro.

Pais melhores, filhos felizes, adultos conscientes, pais presentes, infância feliz e amparada, adultos éticos.

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