Síndrome de pânico… ”que medo de não me livrar disto!!!”

 

Desde a Faculdade, na cadeira de Psicopatologia, me interessei muito pelo que chamávamos de Fobia,

Devido a muito estresse e insegurança, muito desgaste e medo associado a um grande desconhecimento de si próprio, o pânico acontece aqueles que são escravos da própria imaginação e por falta de autoconhecimento não distinguem realidade do imaginário.

São vários sintomas, por isto chamamos de síndrome.

O estresse de alerta devido à sensação apavorante de que algo muito ruim pode vir a acontecer no instante seguinte.

Mas depois que tive a primeira crise tive motivo para ter medo sim! A ameaça é real! Sabemos então que podemos ter a qualquer momento novamente e nasce ai’ o pânico do pânico. A pessoa é a sua própria ameaça. Tudo esta’ dentro da própria pessoa e são as próprias sensações físicas.

O desconhecimento de suas próprias emoções e o que elas produzem dentro de si, faz do que sente uma guerra interna, produzindo duvidas e a angustiosa sensação de dor física no peito, seguida de reações de perda de controle das suas funções fisiológicas principalmente aceleração da respiração e batimentos cardíacos, suores, aumento da vontade de urinar, diarréias, vômitos. E sempre um nó na garganta…

Sua imaginação é ativada e vive um terror interno. As imagens passam a ter ação.

A “síndrome” ou “reunião de sinais e sintomas em bloco” é um grito de desespero do sistema psicológico clamando para ser autoconhecido e curado das dores de infância, isto é, renascer e resgatar o prazer da vida.

A psicoterapia corporal nos deu ate hoje excelentes e rápidos resultados e enfim a alma conhece o corpo em que habita e vice versa e livra se do pânico do desconhecido. Primeiro alivia o sofrimento, depois motiva para ser apresentado e conhecer profundamente a si mesmo, com muita alegria, dissipando a sensação de solidão e apartamento de si mesmo. Um encontro!!!

Não sabiam se respeitar e não abusar de si mesmo esquecidos de si mesmo, só para fora em investimentos de todos os tipos, no outro e no material apenas; no intelectual e ignorando as leis do afetivo.

Na ocasião fui tratada com afeto, compreensão e acupuntura.  Caminhadas e artesanato consolidaram minha cura.

Vinte e nove anos depois tive mais uma crise de pânico após um enfarto com quatro paradas cardíacas e o milagre da sobrevivência. Mas  uma amiga do meu lado, que já havia passado pela experiência do pânico repetia: “Não esqueça, é só a imaginação e vai passar”. Repetia e me fazia repetir isto. Eu não suportava a presença das pessoas e ficar sozinha apavorava. Paradoxal, não é?

Minha gratidão aos meus clientes: ter tratado de inúmeras pessoas nestes 29 anos, com esta síndrome ou transtorno, me fez sair muito rápido desta vez deste sofrimento necessário. Vi todos saírem muito melhores desta crise, ou crescimento ou a crisálida transformando – se em borboleta depois de lagarta enrolando se em si mesma, num casulo. A doença como caminho de evolução e crescimento. Para alçar vôo e deixar de arrastar –se é preciso refazer –se em metamorfose.

A relação terapêutica e com outros em grupos de experiências corporais é muito benéfica e traz grandes alegrias no processo de alcançar realmente vida com qualidade pessoal e familiar.

Enfim, Pânico é um termo de origem grega. Segundo a mitologia, existia um deus chamado Pã, que aterrorizava as pessoas. Era o deus dos pastores e dos rebanhos. Filho de Hermes e Driope, seu corpo, era metade homem e metade bode. Quando ele nasceu, a própria mãe teve medo e rejeitou o filho. Entregou ao pai que levou o “bebê” para o Olimpo.  Pã era dotado de um espírito fálico e sexualidade insaciável. “Seu nome significa O GRANDE TODO”. É importante saber que ele não é bom nem mau. Um deus que, apesar de feio, é carregado de energia e vitalidade.

 

Enfim investir em si mesmo!!!  Curtir suas emoções. Viver nova vida, um dia por vez. Eliminar a pressa ansiosa. Buscar soluções e a felicidade nas coisas mais simples e largar a “rabugice” para curtir o descomplicado. Ser bem vindos as suas novas vidas, se assim posso dizer: ser feliz e fazer o bem. Tornar se um emissário de saúde na relação com todas as pessoas de seu convívio diário ou casual. Ecologicamente melhorar a humanidade aos poucos, começando dos mais próximos através do mais ligado a você: VOCE MESMO.

Este foi o caminho que aprendi. Como disse em outra ocasião: experimentei os benefícios da psicoterapia de corpo primeiro em mim e a minha criança resgatada minha gratidão.   Reconheço sua importância em minha busca de ser feliz. Obviamente nunca consegui fazer ninguém feliz… Mas consegui ensinar o que aprendi… o caminho para a minha própria felicidade. SER LEAL COMIGO MESMA E COM OS OUTROS. Ensinei o que sei: ser feliz e fazer o bem andam juntos, são inseparáveis.

 

 

Anúncios