O país bateu um novo Recorde.

 

O país bateu um novo Recorde.

Você que é brasileiro como eu não sente orgulhoso e fica muito contente quando sabe de qualquer fato destes?

Perca a esperança de viver isto desta vez.

 Batemos o recorde em venda de antidepressivos, no planeta, com 45% de aumento nos últimos dois anos.

Refletindo sobre este fato, confesso meio indignada com esta constatação, que talvez os médicos estejam receitando indiscriminadamente ou as pessoas estão muito mais depressivas, quem sabe as duas situações.

Já fiz uso de antidepressivos e outros tipos de medicação e adoto – os, sob recomendação medica, sempre que necessário, pois não vou deixar de aproveitar os recursos de saúde e defesa contra a dor que a ciência me oferece. Mas só quando necessário, na dosagem necessária, com consciência e discriminação dos profissionais de saúde que escolho para me atender e que também pensam assim.

Observei nestes anos de experiência de psicologia clinica, afinal são 35 anos, que os profissionais da área de saúde e leigos confundem depressão com muitas outras coisas, como por exemplo, tristeza, ansiedade, angustia situações de estresse, opressão, repressão, desqualificação ou falta de validação, insatisfação, falta de motivação e estimulo insegurança, desânimo, entre outros.

E muito confundem com estados depressivos, situacionais e passageiros, decorrentes de fatos reais tais como perdas, luto, separações, mudanças bruscas, adversidades.

Será que psicoterapia é ainda, em 2010 algo tão desconhecido para a população brasileira?

Perdi a conta dos inúmeros casos, convictamente mais de 500 clientes que deixaram de tomar remédios antidepressivos pelo resto de suas vidas.

Também aqueles que não chegaram a tomar utilizando se apenas de psicoterapia.

Há também muitos médicos que me encaminham pessoas que vem fazer uma psicoterapia e processo de autoconhecimento com o objetivo de eliminar a dependência dos medicamentos, tais como ansiolíticos estabilizadores de humor e antidepressivos. Também após o 1º internamento em clinicas e instituições psiquiátricas, com o objetivo de que não corram mais o risco de um 2º internamento e de ter que tomar medicamentos pelo resto de suas vidas.

Atendi uma moça de 25 anos que tomava antidepressivos desde os 15 anos.  Após tomar sete comprimidos por dia, que médicos foram acrescentando desde o primeiro receitado, pois não foi retirado nenhum, apenas acrescentando.

 Ela desenvolveu assim um pavor de ficar sem medicamentos, mas queria engravidar.

E, consequentemente, desenvolveu um grande medo de engravidar, pois tomava medicamentos proibidos para o período de gravidez e aleitamento materno.

Outra cliente me disse, “quero fazer terapia, mas não vou deixar meu remédio.” Quanta dependência.

Feliz, comunico que a primeira tem uma bela filhinha o que é então fácil de deduzir que livrou se das pílulas, e a outra está em lua de mel e não toma mais o “seu remédio”.

Liberdade, autonomia, satisfação, prazer, alegria, realizações, compreensão, aprendizagem, garra, determinação, sucesso, sociabilidade e todas as boas coisas da vida nenhuma medicação me deu. A psicoterapia e o que conheço de mim fizeram um caminho para eu conseguir isto. Resultou do fato que me conheço e posso andar sozinha, ser dona de meu destino e começar de novo.

E por que as pessoas têm medo de se conhecer? Por que temos medo das boas coisas que nos fazem felizes?

Será porque exige esforço, empenho, vontade, decisão? Incentivo e apoio da família?  Empresas onde as pessoas trabalham promoverem palestras que esclareçam tais fatos?

E nós que devemos trabalhar com saúde permanecemos trabalhando com doença e remediamos com remédios, no lugar de medidas de prevenção e profilaxia?

Muito, muito a refletir e a mudar…

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