Sobre a questão da falta de comunicação plena, efetiva.

Quando as pessoas se comunicam, mas não se entendem e não se ouvem, não fazem o que é chamado uma escuta ativa.

Acontece em vários aspectos da nossa vida, no campo familiar ou profissional.

È interessante que tudo que recebemos, o fazemos através do corpo; e os canais de entrada do corpo são os cinco sentidos, dos quais quatro, o olfato, visão, audição e gustação estão na cabeça.

É como uma central de comunicação.

E o tato é distribuído pelo corpo inteiro. Mas para que possamos sentir gosto, pela gustação e o toque através do tato, so é possível se o estimulo estiver muito próximo, que haja contato e pelo olfato, audição e pela visão podemos ver, ouvir e sentir os aromas a longa distância. Freqüentemente ficam bloqueados.  Então começa a dificuldade de comunicação.

Escuto as mães dizendo: eu falo, falo, falo com meus filhos ou a esposa ou marido, dizem; eu falo, falo com minha companheira ou companheiro e ela não me escuta, não me responde não me atende é porque está falando, não está se comunicando. Tem uma diferença entre fazer ruído com a boca e usar com eficácia a palavra.

Como é que as pessoas sabem que a sua comunicação está sendo eficaz? Quando escutam o que elas mesmas falam. É uma prerrogativa do ser humano, nenhum outro ser no planeta fala com palavras, isto é, usam símbolos para expressar o que pensa, o que sente, o que se emociona, o que deseja e o que quer.

Quando a pessoa tem dificuldade de comunicação com ela mesma, não sabe o que quer dizer, não sabe o que precisa expressar, não sabe o que esta sentindo, não sabe o que quer e o que deseja de fato.

Então, a comunicação consigo mesmo truncada, ocasiona como conseqüência a dificuldade de comunicação com o outro e ficam truncadas em qualquer ambiente onde haja mais de uma pessoa.

Mas mesmo que pudéssemos isolar uma pessoa durante um tempo para que ela ficasse absolutamente sozinha, a confusão da comunicação consigo mesma é muito intensa. Há pessoas com um ruído interno tão grande que não conseguem silenciar para poder se ouvir ou ouvir o outro.

O excesso de rumor interno, de pensamentos atrapalhados, muitas vozes dentro (ruído) e que provoca uma ansiedade muito grande.

A fala muito ansiosa não tem ritmo,

A voz sai estridente, fere os ouvidos, as pessoas se afastam para não ouvir e acham desagradável aquele contato, mas a pessoa não percebe, que o canal entre a palavra dela e a própria audição esta bloqueado, ela não percebe a fala dela mesma, então a pessoa não percebe nem o que ela esta dizendo, nem como diz.

Sou Psicoterapeuta há 36 anos e trabalho para empresas também. Então veja se eu não ouvir as pessoas eu não posso trabalhar com elas, porque este é meu instrumento de trabalho

A minha palavra e meu ouvir, e perceber que as pessoas falam e eu pergunto você esta ouvindo o que você esta falando? Não, por quê? Então se você não ouve o que você esta falando é porque fala depressa demais.

Se eu ouço, não consigo falar depressa, então este ouvir vai baixando minha ansiedade.

Por que é um efeito ansiolítico maravilhoso, ouvir a própria voz, então eu sei o que eu estou dizendo, e quando eu me equivoco eu mesma corrijo.

Eu reparo que você falou “tipo” 18 vezes ou “entendeu” 36 vezes eu conto. eu vou marcando.

Você já percebeu que você repetiu isso seis vezes já? Não, não percebi.

E os outros também percebem, mas não dizem, como eu ninguém vai dizer: “olha, você quando fala sobre você mesmo, você se refere a você mesmo? Na terceira pessoa você, diz você e não diz eu.

Eu aprendi assim, mas foi proibido pelo social, gerou um preconceito. Falar EU significa ser muito cheio de si, ser prepotente, pedante, ficar se achando como os meninos dizem hoje, é egoísmo, egocêntrico, que não é a conjugação o verbo em que achar o pronome certo EU é primeira pessoa VOCÊ segunda pessoa. Ou senão as pessoas dizem “a gente”, “as pessoas”, é tudo muito generalizado, então fica muito difícil do outro entender a linguagem clara EU quero isto de você, não é? Você não quer alguma coisa? Mas eu não estou falando de você, eu estou falando e mim. Então EU quero alguma coisa, não é?

As pessoas vão alimentado pensamentos confusos, se angustiam e não sabem a origem da angustia, tem dificuldade para falar, expressar os seus sentimentos, e suas emoções, donde surge toda esta confusão, como se chega exatamente este ponto?

Pela falta de se perceber.

Agora estamos em um movimento melhor, busca pelo autoconhecimento, das pessoas buscarem investir em si mesmas, as empresas saberem que edifício empresa não é a empresa, que é um conjunto de pessoas com o sentido de time, de equipe.

A seleção brasileira de futebol que antes parávamos tudo para ver e agora desinteressou. Porque desinteressou? Porque não tem mais aquele time, aquela equipe, aquela garra que se transforma em produção de sucesso, na empresa, na família, porque somos sempre ligados, trabalhamos sempre em grupo, nascemos em grupo, vivemos em grupo, e ninguém quer morrer sozinho, então agente é gregário por natureza

Humanidade, eu digo, uma unidade humana, o dia que for unidade vai ser ótimo e muito desta unidade depende de que haja uma boa comunicação. E uma boa comunicação social, grupal, familiar, empresarial é uma boa comunicação primeira com um indivíduo, ele com ele mesmo, senão repercute para fora tão deficiente como repercute dentro e gera conflitos.

E os conflitos geram angustia

Confusão; conflito interior é gerado através de situações que não são pensadas, que não são refletidas, começa a partir daí? Este acumulo também gera angustia.

Não foi cultuado, nesse tempo todo histórico, cuidar de si mesmo, pois Sócrates falou: “Conhece-te a ti mesmo” e demorou muito, pois o homem com os olhos voltados para fora, sem a cultura de buscar dentro da própria pessoa tem resultado em medo de conhecer –se.

Quando me formei, fazer psicoterapia ou ter um aconselhamento psicoterápico empresarial ou Coaching muito solicitado e era consideradas coisas para loucos. Um psiquiatra disse: “você vai ser enfermeira dos psiquiatras” A psicologia não era reconhecida, ainda era uma ciência muito nova e então o preconceito muito grande na minha cidade.

Eu sou da 2a turma de psicologia do Paraná, e há 36 anos não  conhecíamos o que era psicologia e fui me conhecer para poder ser melhor ecologicamente como humana, porque eu cresço quem está a minha volta é beneficiado

Psicóloga especializada em diagnósticos e conflitos corporativos, também psicoterapeuta de família com formação sistêmica e vincular

Su kardosh

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