todo profissional precisa tirar férias

Diz Su Kardosh:
Independentemente da função que exerça, todo profissional precisa tirar férias? Por quê?

Porque o organismo precisa de tempo para digerir as experiências, renovar – se e readaptar – se as situações que demandam esforço. O homem é um organismo bio – psico – sócio – espiritual.

Todos esses aspectos da vida têm que ser atendidos e estimulados com equilíbrio, de onde provem a saúde. Qualquer descompensação nestes aspectos pode provocar desequilíbrio e, como consequência, distúrbios endocrinológicos, circulatórios, mentais e emocionais. Hoje é muito comum, o desenvolvimento de depressão com síndrome de pânico em que o organismo psicológico se recusa a viver as situações rotineiras, até extinguir o excesso à que foi submetido.           Quando um profissional ou a própria empresa protela o período regular de férias, quais as consequências que isso gera ao funcionário e até mesmo à própria organização? Ele sofre um desgaste por estar em atividade além dos seus limites. Cai a produção, aumentam a intolerância e a irritabilidade, causando dificuldades de relacionamento. O prejuízo para a empresa já começou e pode ser cumulativo, caso torne-se necessário ausentar o funcionário para a licença saúde.

 

As pessoas que resistem a tirar o merecido descanso proporcionado pelas férias enquadram-se obrigatoriamente no perfil do workaholic? Por quê?

Porque é um comportamento compulsivo, neurótico que origina desequilíbrio, tornando-se emitente das energias que joga no ambiente de trabalho e na família, gerando resultados gravemente negativos para si e para o outro.

 

Hoje é possível identificar o perfil dos profissionais que mais se negam o direito das férias?

Sim. São os ambiciosos, desequilibrados, neuroticamente competitivos e autoritários. Não são líderes, porque não delegam nem deixam substitutos treinados para poderem se ausentar, portanto, têm características de chefes, não de líderes.

O líder sabe delegar, formar substitutos, ausentar-se para poder pensar e ver a situação de fora com mais sensatez e lógica, investir e cuidar de si mesmo e aperfeiçoar-se tecnicamente.

 

O período que antecede às férias pode exercer mudanças comportamentais no profissional. Como isso é evidenciado, no dia a dia?

O profissional seguro e com perfil de líder fica cada dia mais alegre e vai diminuindo o ritmo gradativamente. O chefe, neuroticamente comandado ou comandante fica ansioso e sem ritmo querendo fazer tudo de uma vez só e irritado com o ritmo natural dos demais. Na maioria das vezes, adoece no período de férias ao invés de ter, neste período, um momento de prazer.
Existe um período mínimo de dias para que o desligamento temporário separado do trabalho seja considerado férias? Ou apenas uma semana longe das atividades laborais é suficiente para recompor as energias?

No mínimo 15 dias e no máximo um mês. Uma semana é considerada parada de emergência. Só funciona se for trimestral ou bimensal, mas não substitui as férias mais prolongadas.

 

Há pessoas que se afastam do ambiente de trabalho, mas ficam conectados com a empresa através de email, smartphone entre outros recursos oferecidos pela tecnologia. Esse comportamento compromete o descanso do profissional?

Sim, absolutamente. É negativo a não ser que, em caso de muita necessidade, haja apenas um contato por dia com a empresa.

 

Nem todos os trabalhadores recebem um valor significativo das férias para realizar os passeios ou a tão sonhada viagem da sua vida. Quais dicas podem ser dadas a estes profissionais, para que eles aproveitem as férias?

A simplicidade e a relizaçao dentro das possibilidades é o que mais descansa. As tão sonhadas e caras férias têm que ser planejadas e programadas com um maior equilíbrio, formando recursos por mais tempo até a sua realização, e serão exceção. Sonhos devem ser perseguidos e realizados com inteligente estratégica.

Por que é importante para qualquer profissional, independente da função que exerça tirar férias?

Hoje as pessoas funcionários, colaboradores ou empresários, trocam suas ferias por dinheiro, o que demonstra desorganização no econômico, no financeiro e descaso com a própria saúde. Descanso não interessa. Apenas fazer, fazer e é só uma letra a que tem que ser alternada fazer com lazer, lazer, lazer, deixando bem claro que os dois são muitíssimo importantes. Não se pode cristalizar em nenhum dos dois pólos, pois é risco serio para a saúde.

Hoje não só o homem tem que lidar com as conhecidas exigências do papel de provedor do lar, a pressão financeira, instabilidade de trabalho ou preocupações com o futuro. Também as mulheres fazem parte deste cotidiano. E estas, por sua vez, são muitas vezes incompreendidas, ou não tem o apoio do companheiro. Sofrem com a ausência de casa, às vezes excessiva, pela demanda do trabalho ou como fuga de um ambiente familiar difícil.

A vergonha, o orgulho, a onipotência, o não saber receber e o não saber pedir, as dificuldades de comunicação consigo mesmo e com o outro, não permite que possam descansar com família.

Saúde, equilíbrio psicológico, harmonia familiar, novos horizontes, outros pontos de vista e a produção no trabalho dependem de férias do trabalho. Voltar ao trabalho RE NOVADO.

Qual deve ser o período mínimo para que o afastamento do trabalho tenha o efeito relaxante de férias?

Um período de 5 dias em casa, na mesma cidade e mais 12 em viagem, ou descansando e passeando, cumprindo uma previa programação com atividades não habituais, diferentes e leves.

 

Quais são as conseqüências, em longo prazo, para a empresa e para o profissional que não goza desse período de descanso?

Falência múltipla do capital humano e material, desgaste, engrenagem e dinamismo cansados, tédio, rotina que escraviza, visão condicionada e limitada, falta de arejamento, oxigenação que vivifica, e ausência do redesenhar necessário como estratégia e tática de crescimento e desenvolvimento, portanto, de lucro e não de perdas e prejuízos.

Muitas pessoas não percebem que há outras possibilidades e ficam batendo sempre na mesma tecla. É preciso reformular a realidade abrir o leque de possibilidades diferentes e novas.

 

Existem pessoas que não conseguem se afastar da empresa. Mesmo distante, acessa e-mail e continua em contato com os colegas de trabalho. Esse tipo de comportamento é prejudicial? Por quê?

Porque não seriam férias, mas afastamento físico. Apenas distanciamento não é eficiente. Se houver preocupação nada impede que se comunique com absoluto controle, 1 ou 2 vezes no dia. É mais eficaz não permitir chamadas da empresa, e sim, com sua decisão, escolher quando ligar.

Novas idéias – como te – las se não há distanciamento critico? Investir nelas, em novas ideias e expandir horizontes traz saúde. A rotina mata o campo afetivo, importante para as ideias. As desavenças, discussões, aparecem em conflitos, interferindo na produção e no desenvolvimento econômico da empresa.

Cabe às empresas que não se preocupam, mas se ocupam com o bem-estar dos funcionários, ficar atentas porque quando um ser humano não está bem, ele não trabalha bem.

Ganhos de produtividade, férias, alegria de viver e se sentir respeitado e valorizado por si mesmo, pelos seus e pela empresa que se preocupa com ele tanto quanto ele mesmo. Há uma série de empresas elencadas como as melhores do mundo porque têm como pontos fortes o respeito e a dedicação com o funcionário. Um capital, o humano, é que possibilita fortalecer o potencial de crescimento empresarial.

EVITE CONFLITOS NA RELAÇÃO FAMÍLIA E TRABALHO

 

Os conflitos vitimam homens e mulheres com a mesma intensidade. “É preciso administrar primeiro a si mesmo e a vida que escolhemos ter, para depois administrar o trabalho”. É com essa afirmação que eu defini a regra principal para administrar os conflitos que normalmente surgem na relação família e trabalho.

Com 35 anos de experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos, observei que as demandas da via pessoal, como os cuidados com a família e casa, aliada a competitividade do mercado profissional estão sobrecarregando cada vez mais homens e mulheres. No entanto, a especialista ressalta que o conflito trabalho x família, ao contrário do que muitas pessoas pensam, vitima tanto os homens quanto as mulheres e com a mesma intensidade. A diferença é que as mulheres reclamam com mais frequência da tripla jornada.

Cheguei a esta conclusão devido ao grande número de atendimentos a pacientes do sexo masculino em ambientes corporativos. Desde então, notei que muitos homens lidam com essa pressão como algo que eles não têm direito de reclamar. Os homens normalmente não sabem transmitir o que sentem e, na maioria das vezes, faltam comunicação e entendimento de si próprio e com os outros, para melhorar as relações em casa e no ambiente profissional.

Autoconhecimento – Essa dificuldade, segundo Soely, só é notada quando o profissional passa por um trabalho de autoconhecimento ou um coaching. Só assim as dificuldades como a falta de compreensão e reconhecimento do esforço deles em casa, tornam-se perceptíveis, tanto quanto o fato de não saberem gerenciar o tempo com a família e o trabalho, e a importância de descansar e ter lazer.

Soely conta que teve a impressão de que um homem é valorizado se é o último a sair da empresa. Pergunto: qual é a vantagem que você leva, e o que ganha com o fato de ser assim? É preciso saber se ausentar e se dar ao direito de momentos prazerosos, curtir a família, os amigos e investir em si mesmo.

Diferenças – Questionada sobre as diferenças no tipo de reação entre os dois sexos nesses conflitos, Soely diz que o sofrimento dos homens é apenas diferente do das mulheres, nem menor e nem maior. Entre as principais diferenças estão o fato de que os homens se fecham quando têm um problema e as mulheres gritam.

No caso da mulher, ela atribuiu como causadores dos conflitos, a preocupação com a saúde e a segurança dos filhos durante o período em que está no trabalho, a pressão das tarefas de casa e a falta de assistentes de confiança. Ela ainda tem que lidar com as pressões do trabalho – assédios, desvalorização profissional e não raro a falta de apoio do próprio marido ou companheiro.

 

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