Alerta

ficar conectado ao celular o tempo todo pode provocar o desenvolvimento de neuroses.

O uso da internet como ferramenta de trabalho pode tanto facilitar a vida dos executivos quanto alimentar neuroses e prejudicar sua saúde física e mental. Hoje, muitos assuntos corporativos são resolvidos sem sair da frente do computador ou por meio dos celulares acionados de qualquer lugar do mundo a partir da internet móvel. O problema é quando “estar conectado” se torna uma neurose e a pessoa não consegue mais se desligar do trabalho, nem depois do expediente e tampouco aos fins de semana.

“Esse tipo de comportamento neurótico gera desequilíbrio físico e mental nos profissionais” segundo a psicoterapeuta Su Kardosh, especializada em atendimento a empresas e famílias. O resultado do desequilíbrio reflete no ambiente de trabalho e também nas relações familiares. “A partir daí, o profissional se encontra, muitas vezes sem perceber, encarcerado em dois tipos de crise: pessoal-familiar e profissional”, revela.

As reações psicológicas geradas pela neurose do trabalho são segundo Su Kardosh: irritabilidade, intolerância, distração, esquecimento, ansiedade generalizada e, por consequência, dificuldade de relacionamento. “Entre as reações físicas, podemos mencionar a sensação de peso no corpo e na cabeça, dores generalizadas, doenças de repetição como gripes, distúrbios gastrointestinais, enxaquecas, problemas de coluna, sono excessivo ou insônia, dificuldade de organização e falta de disposição e de controle.”

A psicoterapeuta chama atenção ainda para a raiz do problema. “A necessidade de estar o tempo inteiro conectado com o trabalho é fruto da insegurança, do medo de perder o emprego. Esse tipo de profissional tem a sensação de que o ambiente de trabalho é hostil. As pessoas precisam saber que ele está, todo o tempo, presente na empresa. E os celulares com conexão móvel contribuem para que ele se sinta, e faça os outros sentirem, que ele não descansa nunca.”

A culpa não é da internet, mas sim de um desequilíbrio psicológico. “A internet é como qualquer outra ferramenta disponível para nós. Eu posso, por exemplo, usar uma faca tanto para facilitar o trabalho na cozinha como para assassinar pessoas. Tudo depende de quanto se tem de saúde e equilíbrio para utilizá-la.”

Quem é Soely Kardosh – Soely Kardosh é psicóloga com 40 anos de experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos. Ela já atendeu clientes como Caixa Econômica Federal, Votorantim, Embratel, entre outras empresas.  Paralelamente coordena cursos de autoconhecimento através do corpo, pois tem formação em psicoterapia Reichiana e Bioenergética. É também psicoterapeuta de família com formação sistêmica e vincular.

by Daya Lima

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