Capital Humano

 

COMO GERENCIAR O TRABALHO E AS EMOÇÕES?

Se o profissional quer aprender a gerenciar melhor o tempo e as emoções e, com isso, integrar de maneira harmoniosa os papéis que exerce na família e no trabalho, eu garanto que isso é possível. A pressão entre a vida pessoal e profissional, tanto para o homem quanto para a mulher, é resultado da falta de conhecimento da natureza de ambos.

Isso é um agravante, mas o pior mesmo é a falta de conhecimento de si mesmo porque se a pessoa não se conhece, como é que ela fará para ser entendida pelos outros?

Esta é uma observação e constatação baseada em 40 anos de experiência em psicologia clínica, e  atuação em diagnóstico e conflitos corporativos.

Autoconhecimento – entre as soluções para minimizar o problema e evitar as consequências, muitas vezes dolorosas, é partir para aconselhamentos com profissionais para fazer um autoconhecimento. Se a empresa contratar esse profissional para auxiliar seus funcionários, são feitas entrevistas e um trabalho de comunicação efetivo para administrar esse conflito de vez. Em alguns casos o processo é rápido, em cerca de quatro meses.

Agora se não é possível contratar um especialista, a alternativa para os trabalhadores é conversar muito com os filhos, esposa ou marido. Só é preciso cuidado com as palavras e atitudes porque, às vezes, ‘limpar a casa’ é algo doloroso, é uma conciliação.

Os conflitos causados pela relação família e trabalho são comuns em todos os ramos, mas acontecem mais em empresas familiares, entre pais, filhos e irmãos. É bem mais complicado porque esses profissionais chegam em casa e, algumas vezes, continuam o mesmo clima do ambiente do trabalho.

 

Novas ideias – Entre as principais soluções para minimizar as consequências de conflitos por conta dessa relação trabalho e família Soely aponta como essencial a melhora na comunicação dentro da empresa e entre os familiares. “Invista em novas ideias, vale a pena expandir seus horizontes. A rotina mata o campo afetivo, das ideias. Muitas pessoas não percebem que há outras possibilidades e ficam batendo sempre na mesma tecla. É preciso reformular a realidade abrir o leque. A dificuldade está na inteligência emocional. Não há uma fórmula mágica”.

 

Soely conta que seu trabalho tem como objetivo mostrar que as pessoas podem viver a vida com lutas e até com alguma dor, mas que o sofrimento pode ser opcional. “Viver a vida é diferente de sofrer a vida. Homens e mulheres podem harmonizar ou sair desse conflito ou fazer que isso não cause desavenças, discussões, nem refletir nos filhos”, aponta a especialista que ainda completa. “É preciso ficar atento para que esses conflitos não interfiram na produção nem no desenvolvimento econômico da empresa. Cabe as empresas que têm essa preocupação com o bem-estar dos funcionários ficarem atentos porque quando um ser humano não está bem, ele não irá trabalhar bem”.

 

Dedicação – Para Soely, nos últimos 25 anos houve um investimento maior por parte das empresas na questão humana. Segundo ela, antes não havia essa preocupação em proporcionar o bem-estar ao funcionário e medidas para tentar ajudar seus colaboradores.

 

“A verdade é que um profissional com problemas pessoais, ficará bloqueado. Ao descobrir as causas do problema, ele voltará a terá a alegria de viver e irá se empenhar cada vez mais em sua carreira. E ele se sentirá respeitado por estar numa empresa que se preocupa com ele. Há uma série de empresas elencadas como as melhores do mundo porque têm como pontos fortes o respeito e dedicação com o funcionário. Isso, consequentemente, resulta em ganhos de produtividade.”

psicóloga Suely Kardosh

 

 

CONFLITOS

6/2/2011

 

 

EVITE CONFLITOS NA RELAÇÃO FAMÍLIA E TRABALHO

 

DIVULGAÇÃO

Soely diz que os conflitos vitima homens e mulheres com a mesma intensidade

 

“É preciso administrar primeiro a si mesmo e a vida que escolhemos ter, para depois administrar o trabalho”. É com essa afirmação que a psicóloga Soely Kardosh define a regra principal para administrar os conflitos que normalmente surgem na relação família e trabalho.

Com 35 anos de experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos, Soely observa que as demandas da via pessoal, como os cuidados com a família e casa, aliada a competitividade do mercado profissional estão sobrecarregando cada vez mais homens e mulheres. No entanto, a especialista ressalta que o conflito trabalho x família, ao contrário do que muitas pessoas pensam, vitima também os homens com a mesma intensidade das mulheres, que tanto reclamam da tripla jornada.

A psicóloga chegou a esta conclusão devido ao grande número de atendimentos a pacientes do sexo masculino em ambientes corporativos. Desde então, ela notou que muitos homens lidam com essa pressão como se fosse algo que eles não tivessem direito de reclamar. “Eles não sabem transmitir o que sentem e, na maioria das vezes, falta comunicação e entendimento de si próprio e com os outros afim de melhorar as relações em casa e no ambiente profissional.”

Autoconhecimento – Essa dificuldade, segundo Soely, só é notada quando o profissional passa por um trabalho de autoconhecimento ou um coaching. “Só assim eles começam a perceber as dificuldades como a falta de compreensão e reconhecimento do esforço deles em casa, no fato de não saber gerenciar o tempo com a família e o trabalho, da importância de descansar e ter lazer”, declara.

 

Soely conta que teve a impressão de que um homem é valorizado se é o último a sair da empresa. “Pergunto a eles: qual é a vantagem que você leva, o que ganha com o fato de ser assim? É preciso saber se ausentar e se dar ao direito de momentos prazerosos, curtir a família, os amigos e investir em si mesmo”.

 

Diferenças – Questionada sobre as diferenças no tipo de reação entre os dois sexos nesses conflitos Soely diz que o sofrimento dos homens é apenas diferente do das mulheres, nem menor e nem maior. “Entre as principais diferenças estão o fato que os homens se fecham quando têm um problema e as mulheres gritam”.

No caso da mulher, ela atribuiu como causadores dos conflitos a preocupação com a saúde e a segurança dos filhos durante o período em que está no trabalho, a pressão das tarefas de casa, a falta de assistentes de confiança. “Ela ainda tem que lidar com as pressões do trabalho – assédios, desvalorização profissional e não raro a falta de apoio do próprio marido ou companheiro.”

Já o homem tem que lidar com as conhecidas exigências do papel de provedor do lar,  a pressão financeira, instabilidade de trabalho, preocupação com o futuro. Muitas vezes ele é incompreendido ou não tem o apoio da mulher. Ele sofre com ‘a ausência de casa’, às vezes excessiva, pela demanda do trabalho ou como fuga de um ambiente familiar difícil.”

 

Na opinião de Soely, muitas pessoas acham que a grande vilã é a culpa. “Mas o conflito trabalho X família tem outros agentes muito atuantes, tais como a vergonha, o orgulho, a onipotência, o não saber receber e o não saber pedir, as dificuldades de comunicação consigo mesmo e com o outro”, afirma a psicóloga.

 

 

 

 

 

Anúncios