Ninguém me entende!

Ninguém me entende!

Quantas mil vezes ouvi: “ninguém me entende” no consultório, atendendo meus clientes. E sempre me perguntei: ninguém te entende, ou você se comunica mal?

Então conclui que a gente fala o que pensa e como pensa, como sente e o que sente. E não ouve o que fala, portanto não sabe o que pensa e o que sente!

Então não se ouve como se não existisse, portanto não se percebe… é como se não existisse. E quando não olha a pessoa com quem fala é como se alem de não existir o outro também não existe então fala sozinho. Vem daí um profundo sentimento de solidão.

Daí a muito tempo me propõe trabalhos de comunicação para grupos, famílias, para sanear as palavras “mal – ditas” e os mal entendidos…

E começo a observar então a forma com que aquela pessoa fala, não só o conteúdo, mas principalmente a forma.

Então conclui que a gente fala o que pensa e como pensa, como sente e o que sente. E não ouve o que fala, portanto não sabe o que pensa e o que sente! 

Daí a muito tempo me propõe trabalhos de comunicação para grupos, famílias, para sanear as palavras “mal – ditas” e os mal entendidos…

 

E então poderíamos conversar sobre:

  • por que é difícil comunicar se com os outros?
  • o que compõe a comunicação?
  • o que é ser receptor? E emissor?
  • o que sou eu e o que é você?
  • comunicar se consigo mesmo para melhor comunicação com o outro?
  • a palavra e o ouvir… o que significa na vida de relação?

 

 

Segue um texto de Flavio Gikovate, que ilustra bem nossas dificuldades de comunicação:

Por que a Comunicação é Tão Difícil? Dr. Flávio Gikovate

Somos extremamente centrados em nós mesmos. Vivemos como se os outros soubessem exatamente o que se passa dentro de nós e estamos muito pouco atentos para as enormes dificuldades que de nos comunicar com alguma eficiência. Nos últimos tempos nos tornamos mais atentos para as dificuldades na comunicação entre homens e mulheres. Pode até ser que as indiscutíveis diferenças entre os sexos determinem problemas ainda maiores para a comunicação do que os encontrados entre as pessoas em geral. Mas a questão é mais complexa. Às vezes paro para pensar sobre as ironias da nossa condição. Gostamos de ser únicos, especiais e inconfundíveis. Fazemos uma avaliação positiva das diferenças na nossa aparência, mas achamos que somos essencialmente parecidos do ponto de vista intelectual e emocional. É importante perceber que fazemos uma avaliação positiva das propriedades que nos definem e nos tornam únicos, porque isso está de acordo com nossa vaidade. Por outro lado, quando se trata do nosso mundo interior, gostamos de nos imaginar parecidos uns com os outros. Ao nos reconhecermos como únicos, teríamos que nos deparar com o fato de que somos uma ilha solitária, ainda que cercados de milhões de outras ilhas.  Adoramos nos sentir especiais, mas detestamos nos sentir sozinhos. A solução que encontramos para esta contradição é a de nos perceber como seres da mesma “massa”, possuidores de umas tantas variações, por meio das quais podemos nos destacar e dar vazão à nossa vaidade. Partimos do ponto de vista de que o outro é parecido conosco, sente as coisas da mesma forma e, em essência, pensa como nós. Aliás, nos irritamos ao nos defrontar com as diferenças de opinião. Não olhamos efetivamente para o outro uma vez que partimos do princípio de que ele é parecido conosco – o que não é verdade. Projetamos nos outros nossa maneira de ser e de pensar. Depois nos comunicamos com eles como se fossem entender tudo exatamente como estamos falando. O resultado não poderia deixar de ser esse amontoado de mal-entendidos e de agressões involuntárias – ou não – determinadas por uma palavra que é ouvida de forma diferente daquela que é falada. Se quisermos começar a nos comunicar de verdade teremos que partir do princípio que o outro é autônomo e não uma extensão de nós mesmos. Assim, poderemos, talvez, encontrar uma forma de construir uma ponte entre as duas ilhas. O tema comunicação é vasto, complexo, interessante, pode ser motivador, estressante, inebriante, e por aí vai… Este Trabalho da Quinzena propõe algumas questões para dirigir a reflexão:

Pare e pense o motivo pelo qual seu colega de trabalho lhe irrita, somente ao abrir a boca.

Reflita sobre os principais problemas de comunicação que enfrentou na sua vida (pessoal e/ou profissional) e os aprendizados que obteve.

Pergunte a um amigo se você está com vícios de linguagem – que vão além dos “tás” e “nés”:

Existem palavras que você repete com muita freqüência, deixando sua comunicação monótona e previsível?

Existem frases que você fala insistentemente tornando sua comunicação “chata”?

Você tem falado muitas “frases assassinas”, aquelas que “detonam” pessoas, processos, vidas?

O que você mais aprecia na sua comunicação? E na dos outros?

Se você fosse um grande líder, o que melhoraria na sua comunicação?’

Lembrando certo “velho guerreiro”… quem não se comunica se trumbica.

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