Ambiente bipolar

Um item muito importante em todas as escadas são os corrimãos e muitos acham que é apenas um acessório, mas é, na verdade, o elemento de segurança, pois com o corrimão é possível descer escadas íngremes com tranquilidade. Mas será que eu utilizo o corrimão da escada dos locais que frequento? Ou além de não segurar no corrimão, ainda prefiro subir ou descer correndo as escadas? Parece algo insignificante e sem risco, subir ou descer uma escada sem utilizar o corrimão, mas evita uma queda. Ele é ainda mais útil para a minha segurança se estiver correndo, pois uma queda principalmente em escada pode trazer sérias consequências.

Ao utilizar a escada lembro sempre que o corrimão me assegura de não sofrer acidentes em minha idade.

Logicamente, o plural de corrimão seria apenas corrimãos, porque esta palavra é formada de correr+mão. Mas vulgarizou-se o plural, corrimões, por duas razões: por um lado, porque se perdeu bastante a noção de que em corrimão entra o elemento mão, cujo plural é mãos; por outro lado, porque há tendência para fazermos em – ões o plural das palavras terminadas em – ão.

Balaustrada  é a denominação dada ao conjunto arquitetônico, construído sobre pilotis   mesmo num andar superior de uma construção.

É normalmente cercada por balaústres de diversos tipos e modelos, ou colunas ornamentadas, seu nome vêm do grego.

Existem vários tipos de balaustrada, derivando a sua tipologia formal e estética conforme o conjunto arquitetónico.

Eu hoje com 60 anos e com uma deficiencia no pé direito fico muito feliz quando vou a lugares que tem corrimao mesmo em rampas, o que me permite segurança e autonomia.

Voce ja observou que em alguns lugares só ha escadas e estas muitas vezes sem corrimao?

Voce sabia que existem shoppings ( o Barigui em Curitiba) e supermercados sem cadeiras eletricas de rodas o que nos obriga a pedir que alguem nos acompanhe para conduzir nossa cadeira de rodas tirando o previlegio de nossa autonomia?

Voce ja percebeu quantos carros nos deixam sem a vaga de deficientes apenas pelo seu comodismo de ficar mais perto de rampas, elevadores e escadas rolantes?

Onde está a solidariedade? Li no mural de Luciane Costa minha querida amiga que mora em Brasilia sobre um antropologo que estava estudando os usos e costumes de uma tribo africana chamada Ubuntu e, quando terminou seu trabalho propos uma brincadeira para as crianças; colocou um cesto muito bonito cheio de doces embaixo de uma arvore e propos uma corrida e quem vencesse ganharia o cesto bonito e farto como premio. Quando ele disse ‘’ja!” todas as crianças se deram as maos e correram juntas e dividiram o premio entre si. Diante da surpresa o antropologo ouviu a explicaçao Ububtu, como so uma de nos poderia ficar feliz se todos os outros ficarem tristes. Entao percebeu a essencia daquele povo: nao havia competicao e sim colaboraçao, ou UBUMTU, significando “sou quem sou, porque somos todos nós”!

 

 

Durante a vivencia de uma técnica psicoterápica de grupo, experimentamos a empatia e testemunhamos o brotar de palavras, memórias e sentimentos de uma pessoa que protagonizava naquele momento.

                     E alguém então pergunta depois: “como que sai tanta informação e conteúdo reveladores de dentro?”.

E eu respondo comovida: “ ‘e a criança interna clamando por justiça.”

                   Aquela criança quer realmente ser ouvida, compreendida, acolhida, amparada, cuidada, socorrida. O adulto, em quem ela habita, e’ a sua continuidade e sofre ainda as conseqüências de uma infância de abandono, sofrida, abusada ou violentada, moral, intelectual, sexual e/ou fisicamente. Sim, por que apenas uma das formas de abuso e’ a sexual.

Não ‘e um ser bipolar, mas viveu numa família que produzia um “ambiente bipolar”, quer dizer, instável, lábil, ambivalente emocionalmente.

A bipolaridade:                                                                                                                  

“Trata – se de um transtorno mental em que o humor assume autonomia, deixando de responder adequadamente ao que seria esperado, com variações diversas como euforia, agitação, aumento de energia, agressividade, ansiedade, explosividade, aumento de riscos e gastos, impulsividade e distração, entre outros sintomas do pólo positivo ou “para cima”, que se alternam ou se mesclam com apatia, desânimo, tristeza, ansiedade e falta de prazer do pólo negativo ou depressivo.

Um ambiente assim produz um interno psicológico semelhante na criança e reproduz no adulto uma expressão também instável e de novo um ambiente instável. Forma se um vicioso e instável ciclo.

Alguém precisa ser e buscar influir neste ambiente de modo a estabilizá-lo.

Normalmente e naturalmente quem pode tamanha proeza ou a chamada por mim “missão impossível” é aquele que faz psicoterapias, processos e busca de autoconhecimento e de transformação primeiramente em si mesmo. Aquele que ao invés de ser o alvo dos transtornos do ambiente, primeiramente aprenda a estar protegido dele transitando nele. E assim poder trazer primeiro pelo exemplo, também por ser uma parte deste todo que já mudou e sistematicamente modificar o todo.

Isto possível você pode se perguntar?

Sim é possível. Temos inúmeros e diários resultados positivos de pessoas que se beneficiaram e beneficiaram aos outros com esta experiência.

As psicoterapias de linhas sistêmicas vinculares, casal, família e corporais, sistemas orgânicos, provaram sua eficácia em transformar aquele que vive seus processos, em eficientes transformadores e multiplicadores de saúde e equilíbrio.

Eu e muitos somos prova viva disto.

 

 

 

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