AZUL de raiva

Viagem AZUL de raiva, de fome, de tristeza e de cansaço.

Retornaria de Cascavel 18h00min de segunda feira. As 17h no aeroporto soube que não havia possibilidade do avião pousar, retorno bagagens no carro de minha amiga, vou para hotel que Azul reservou, pior que o que eu havia me hospedado sairemos 04h45min. Embarque 6 da manhã

03h39min avisam que sairemos as 9h.

Vieram nos buscar e numa Van, direto para Foz, sem me avisar o destino Às 12 horas fui para Campinas – (moro em SP) e 18h00min chego em Curitiba, 24 horas depois do horário aceito por mim, junto a Azul na compra da passagem, sem almoço, janta ou lanches.

E com 62 anos e deficiente física, com mais 2 cadeirantes e um senhor de muletas e 12 pessoas de idade.

Cheguei muito cansada, ainda estou recuperando do desrespeito e inchaço nas pernas, 48 horas depois.

Mas como aprendi tirar de todas as más experiências o melhor, eis aí um relato de minhas observações:

Minha amiga Fátima  fez tantos mimos e carinhos com todo o pessoal de Cascavel desde o comercio, os funcionários do Querência Hotel que eu tinha reservas de forças e agradecia o tempo todo em minhas recordações de momentos felizes e conforto do Hotel.

No aeroporto de Cascavel aprendi como NÃO atender os passageiros, com antipatia e desrespeito, e nenhuma informação.

No Hotel reservado pela Azul, não atenderam na recepção, varias vezes liguei na madrugada. Aprendi como não ficar desgastada com isto.

Na Van aprendi que ter 60 anos e ser deficiente física no Paraná é estar sozinha e todos os outros passageiros descerem sem sequer me olhar ou oferecer ajuda.

Aprendi que o pessoal do aeroporto de Foz, da segurança me ignorou quando me viram com bagagem, bolsa e bengala, mas pudera, um aeroporto sujo, sem limpeza nos banheiros, papel jogado no chão, pessoas feias e mal cheirosas e uma voracidade por vender nos quiosques

Um quiosque de produtos para criança e lembranças de um senhor libanês, árabe bonito de olhos verdes de uns 30 anos mais ou menos, que indicou em silencio e com a cara feia e carrancuda, quqe eu não devia me aproximar do vidro do balcão. Conversei bastante com ele perguntando: O senhor não quer vender? Percebeu sua antipatia com o freguês? Percebe porque sua lojinha está sempre vazia? Quem vai se aproximar de tal cara feia? Por que um homem árabe , tão bonito, comerciante como meu pai e avô, parece odiar quem se aproxima, não cumprimenta e nem sorri, não conversa apenas é raivoso? O senhor já esta rico? Não recisa vender?

Ele apenas me disse: a senhora não sabe o que é ficar aqui o dia inteiro. Mas a escolha é dele. Com prazer ou sofrendo é também sua escolha. Enfim fui! Apé pela pista, sem a cadeira de rodas solicitada e debaixo de chuva e vento frio.

E aprendi a manter a minha alegria apesar de tudo.

Especialmente diferente de São Paulo onde foram corteses o tempo todo no aeroporto de Campinas. Todos me auxiliaram e foram sorridentes e gentis.

E confortavelmente levada por uma cadeira de rodas com um rapaz gentil e alegre que me entregou a outras duas moças alegres e doces do aeroporto da mesma empresa a Azul. Que milagre aconteceu? Não entendi.

Neste aeroporto ao esperar por mais duas horas conheci uma senhora de Londrina que conversou abertamente comigo, ela e seu marido, com a leveza dos pés vermelhos, exceção paranaense? Será?

Também vi uma cena que me marcou profundamente. Uma senhora paulista do interior lendo um livro a respeito da Biblia, de 57 anos, da qual se aproximou um senhor de 60 anos e muito falante, em bom sotaque caipira de interior.

Disse a ela lindas palavras elogiosas as quais ela ria levemente e ruborizava. Ele disse que ele iria se indispor com o marido dela, por ter se aproximado, ao qual ela respondeu: Não, o meu marido já foi. Eu sou viúva há 9 meses. E depois de conversarem brevemente, mas profundamente envolvidos neste encontro, despediram se deixando nas mãos de Deus um novo encontro.

E eu disse a ela: Olha Maria de Lurdes, era o seu nome e la disse ao senhor, e eu ouvi, ele realmente se interessou e se encantou com você! Ela respondeu: Graças a Deus você estava aqui juntinho de mim e eu me apoiei em você. Desde que meu marido se aproximou de mim a primeira vez, interessado na minha pessoa, eu nunca mais havia passado por isto. Adorei, me fez bem porque ele foi muito educado.

E eu aprendi sobre educação, gentileza, sedução, galanteio, carinho e respeito. E como simpatia e alegria nos fazem bem e felizes. Ehhhh São Paulo, São Paulo terra boa, e terra da garoa!!! Ehhhh Campinas hospitaleira e afetiva, centro de conhecimento técnico e humano.

Embarquei enfim, e cheguei em Curitiba. E esqueceram de trazer a cadeira de rodas. Esperei então mais 20 minutos, sob protesto das comissárias e comandante que haviam solicitado a mesma, alem do registro que havia de cliente especial, desde a compra da passagem.

Quando chegou a cadeira o rapaz disse; a senhora pode esperar aqui enquanto eu libero o avião?

E eu respondi calma e sorridentemente: Não!

E me parabenizei pois em nenhum momento fiquei vermelha, apenas Azul na firmeza de não aceitar mais abusos.

 

 

 

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