Sempre escrevo coisas serias

Sempre escrevo coisas serias a respeito dos fatos que presencio ou venho, a saber.

Neste momento é diferente, pois recebi a visita de uma amiga e sua linda filha, que também é minha amiga. São pessoas alegres e felizes.

Contaram que sua avó O. que preservo aqui suas identidades por respeito, apesar de que disse a elas que ia relatar o que se passou. O. foi fazer uma cirurgia de ombro e antes de começar o anestesista viu em sua cabeça um grampo de cabelo. Pediu licença para retirar e percebeu então que O. tinha megahair. A cirurgia foi cancelada e adiada, pois uma pessoa com condutor de energia na cabeça, e megahair se faz com material que conduz energia, ao utilizar certos instrumentos cirúrgicos, provoca um incêndio no cabelo. Imaginem O. feito Medusa com os cabelos em chamas.

O medico disse a ela, o que foi pior que o possível incêndio: “como que eu iria imaginar que uma senhora de 69 anos iria usar megahair?” E eu pergunto, existe idade certa para ficar bonita e ser vaidosa? E ela nem parece ter esta idade, é carioca, cheia de vida e samba como ninguém.

Mas não acaba por aí! Sua filha estava esperando – a no quarto quando viu que no celular da mãe tinha muitas chamadas de um numero oculto. Ouviu a mensagem de voz chamando um familiar na recepção. Obviamente O. colocou apenas o seu próprio numero na ficha do hospital e não de um familiar.

Pediram para esperar que o medico viria conversar pessoalmente. Sua filha, obviamente, depois de 20 eternos minutos de espera, em pânico, ficou sabendo que a cirurgia ficara adiada e que o motivo era o megahair e que acharam melhor não cortar o cabelo de O. e adiar para depois da retirada do mesmo.

Mas não é só O. que é assim especialmente especial.

Sua filha A. acordou atrasada e levou os filhos de carro correndo para a escola e furou então dois sinais. Quando percebeu uma sirene atrás dela e teve que para o carro.

Era o BOPE.

Desceram três homens armados e apontando as armas para ela, gritaram: “DESÇA DO CARRO IMEDIATAMENTE. SAIA JÁ DO CARRO”. Quando perceberam que no banco de trás estava o filho, de gorro pelo frio intenso de uma manha curitibana e não um seqüestrador como imaginaram, a liberaram contrariados, irados, indignados e assustados, dizendo que ela havia arriscado a vida da família dirigindo daquele modo.

E ela então me diz: “fui protegida de um seqüestro que nem houve” e eu completo “e sua mãe de um incêndio que nem aconteceu”!

E são muitas as gargalhadas depois deste fato relatado por três gerações de mulheres incríveis. Por isto são minhas amigas, é claro. Tudo é regado a bom humor e compartilho com vocês.

 

 

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