Por que o medo da morte?

Será que se deve a ser desconhecido? Uma experiência inédita ou original em minha vida?
As pessoas não ficam iguais após uma experiência, uma viagem que seja.
A experiência de morte ou pós morte é descrita como uma grande experiência modificadora.
Diz Cazuza: eu vi a cara da morte e ela estava viva!
Será que imaginam que tem dor na morte? Ou isto está presente apenas na agonia? A agonia é algo torturante que faz com que o agonizante peça por sua morte, pelo alívio.
E dizemos: enfim descansou.
Mas o que tem no depois?
O castigo talvez!
Quando pequena no Colégio havia nos banheiros uma placa com um triângulo com um imenso olho esbugalhado com a frase: Deus me vê!
Sei hoje que era para reprimir atos individuais ou coletivos naquele lugar que era frequentado por meninas.
Resultado inibição em estar junto com qualquer pessoa nos banheiros. Pode ser lugar de atos que serão castigados depois.
Então será um futuro de terror.
Num tribunal divino, após eu morrer, uma vida de expiação e dor eterna, infindável. Dor sem morte de alívio, porque já morri, não posso mais desistir e desapegar, tenho que eternamente pagar um castigo imposto por um Pai, símbolo de carrascos.
Desde quando que Pai é isto? O meu era/ é ainda dentro de mim segurança, era confiança e amor! E o meu Pai divino é ausência de dor. É força na minha dor, amparo na superação de qualquer adversidade.
Então medo do desconhecido, do futuro, da morte, é medo do tribunal daquele juiz cruel e frio que vou conhecer só se morrer e que estará esfregando as mãos de prazer porque enfim eu morri e estarei à mercê de sua crueldade.
Pronto! Fui condenada. Ao medo, ao terror,ao pânico.
Adeus felicidade, pois não sei quando é como será minha morte, e então sofra até lá, você que erra, você que comete crimes a vida inteira.
Crimes: ter prazer, segurança, direito de ser quem você realmente é e escolheu ser, quem é curioso e tem sede de conhecimento, quem é “feiticeira” a ser queimada porque tem conhecimentos e é livre para viver sua sexualidade, ama a verdade, enfim será condenado por existir.
E cadê a mãe para me proteger nesta hora da crueldade do pai? Ausente, abandonantes, cúmplice?

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