Solidão bem ou mal?

Solidão existe!
E diz Cazuza, é pretensão de quem fica escondido fazendo fita.
E solidão a dois é insuportável! É preferível ficar sozinho mesmo! Tenho alternativa de escolha, buscar alguém.
As vezes temos distância do companheiro de vida no casamento, namoro, ou sócio.
Distância que não se percebe às vezes. Talvez por medo de ver o lugar onde se encontra. A ilusão de não ser só!
Os sintomas são dificuldade e falta de vontade de estar junto, conversar ou ir para casa.
Desânimo, silêncio, sono demais, TV/ celular/computador mais importantes do que conviver. Distância no sofá, silêncio no carro, sem programas sociais, lazer ou românticos e falta ou sexo esporádico.
Não ter assunto. Fazer tudo sozinhos e nada juntos.
E tristeza, sem entusiasmo e energia! Vive isto?
Você pode mudar, não aceite esta vida de segunda mão, precária. Nem sempre isto é sinal de que a solução é a separação. Pode ser apenas necessidade de recontratar ou comunicação eficaz e afetiva. #sukardosh

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Não são nobres sentimentos

Sentimentos são nobres. O que há de nobre é humano em mim, em nós. Compaixão, gratidão, solidariedade, alegria, amor, sempre bom e regenerador.
E culpa e vergonha? Crime chama – los também de sentimentos. Não pode ser bom, inventado pelos humanos para conter a barbárie há milênios. Resolveu? Somos menos bárbaros, mais honestos, menos desonrosos, menos doentes? Ah! Humanidade longe ainda de ser humana. Devemos ao Criador sermos ainda, formarmos ainda uma UNIDADE HUMANA, humanidade.
Cultivar os nobres sentimentos e dissolver os engodos bloqueadores disfarçados de coisas boas: a vergonha e a culpa. Servem apenas para adoecer e unidas fazem diminuir a libido e causam enxaqueca. Exorcizei em mim! Sai deste ser que ME pertence! Sou feliz e leve sem isso, graças a Deus, o criador dos nobres sentimentos, que moram no meu peito, e produzem res…peito!

É a criança interna clamando por justiça

Durante a vivencia de uma técnica psicoterápica de grupo experimentamos a empatia e testemunhamos o brotar de palavras, memórias e sentimentos de uma pessoa que protagonizava naquele momento.

E alguém então pergunta depois: “como que sai tanta informação e conteúdo reveladores de dentro?”.

E eu respondo comovida: “‘e a criança interna clamando por justiça.”

Aquela criança quer realmente ser ouvida, compreendida, acolhida, amparada, cuidada, socorrida. O adulto em que ela habita e’ a sua continuidade e sofre ainda as conseqüências de uma infância de abandono, sofrida, abusada ou violentada, moral, intelectual, sexual e/ou fisicamente. Sim, por que apenas uma das formas de abuso e’ a sexual.

Não ‘e um ser bipolar, mas viveu numa família que produzia um “ambiente bipolar”, quer dizer, instável, lábil, ambivalente emocionalmente.

Trata – se de um transtorno mental em que o humor assume autonomia, deixando de responder adequadamente ao que seria esperado, com variações diversas como euforia, agitação, aumento de energia, agressividade, ansiedade, explosividade, aumento de riscos e gastos, impulsividade e distração, entre outros sintomas do pólo positivo ou “para cima”, que se alternam ou se mesclam com apatia, desânimo, tristeza, ansiedade e falta de prazer do pólo negativo ou depressivo.

 

 

 

Capital Humano

 

COMO GERENCIAR O TRABALHO E AS EMOÇÕES?

Se o profissional quer aprender a gerenciar melhor o tempo e as emoções e, com isso, integrar de maneira harmoniosa os papéis que exerce na família e no trabalho, eu garanto que isso é possível. A pressão entre a vida pessoal e profissional, tanto para o homem quanto para a mulher, é resultado da falta de conhecimento da natureza de ambos.

Isso é um agravante, mas o pior mesmo é a falta de conhecimento de si mesmo porque se a pessoa não se conhece, como é que ela fará para ser entendida pelos outros?

Esta é uma observação e constatação baseada em 40 anos de experiência em psicologia clínica, e  atuação em diagnóstico e conflitos corporativos.

Autoconhecimento – entre as soluções para minimizar o problema e evitar as consequências, muitas vezes dolorosas, é partir para aconselhamentos com profissionais para fazer um autoconhecimento. Se a empresa contratar esse profissional para auxiliar seus funcionários, são feitas entrevistas e um trabalho de comunicação efetivo para administrar esse conflito de vez. Em alguns casos o processo é rápido, em cerca de quatro meses.

Agora se não é possível contratar um especialista, a alternativa para os trabalhadores é conversar muito com os filhos, esposa ou marido. Só é preciso cuidado com as palavras e atitudes porque, às vezes, ‘limpar a casa’ é algo doloroso, é uma conciliação.

Os conflitos causados pela relação família e trabalho são comuns em todos os ramos, mas acontecem mais em empresas familiares, entre pais, filhos e irmãos. É bem mais complicado porque esses profissionais chegam em casa e, algumas vezes, continuam o mesmo clima do ambiente do trabalho.

 

Novas ideias – Entre as principais soluções para minimizar as consequências de conflitos por conta dessa relação trabalho e família Soely aponta como essencial a melhora na comunicação dentro da empresa e entre os familiares. “Invista em novas ideias, vale a pena expandir seus horizontes. A rotina mata o campo afetivo, das ideias. Muitas pessoas não percebem que há outras possibilidades e ficam batendo sempre na mesma tecla. É preciso reformular a realidade abrir o leque. A dificuldade está na inteligência emocional. Não há uma fórmula mágica”.

 

Soely conta que seu trabalho tem como objetivo mostrar que as pessoas podem viver a vida com lutas e até com alguma dor, mas que o sofrimento pode ser opcional. “Viver a vida é diferente de sofrer a vida. Homens e mulheres podem harmonizar ou sair desse conflito ou fazer que isso não cause desavenças, discussões, nem refletir nos filhos”, aponta a especialista que ainda completa. “É preciso ficar atento para que esses conflitos não interfiram na produção nem no desenvolvimento econômico da empresa. Cabe as empresas que têm essa preocupação com o bem-estar dos funcionários ficarem atentos porque quando um ser humano não está bem, ele não irá trabalhar bem”.

 

Dedicação – Para Soely, nos últimos 25 anos houve um investimento maior por parte das empresas na questão humana. Segundo ela, antes não havia essa preocupação em proporcionar o bem-estar ao funcionário e medidas para tentar ajudar seus colaboradores.

 

“A verdade é que um profissional com problemas pessoais, ficará bloqueado. Ao descobrir as causas do problema, ele voltará a terá a alegria de viver e irá se empenhar cada vez mais em sua carreira. E ele se sentirá respeitado por estar numa empresa que se preocupa com ele. Há uma série de empresas elencadas como as melhores do mundo porque têm como pontos fortes o respeito e dedicação com o funcionário. Isso, consequentemente, resulta em ganhos de produtividade.”

psicóloga Suely Kardosh

 

 

CONFLITOS

6/2/2011

 

 

EVITE CONFLITOS NA RELAÇÃO FAMÍLIA E TRABALHO

 

DIVULGAÇÃO

Soely diz que os conflitos vitima homens e mulheres com a mesma intensidade

 

“É preciso administrar primeiro a si mesmo e a vida que escolhemos ter, para depois administrar o trabalho”. É com essa afirmação que a psicóloga Soely Kardosh define a regra principal para administrar os conflitos que normalmente surgem na relação família e trabalho.

Com 35 anos de experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos, Soely observa que as demandas da via pessoal, como os cuidados com a família e casa, aliada a competitividade do mercado profissional estão sobrecarregando cada vez mais homens e mulheres. No entanto, a especialista ressalta que o conflito trabalho x família, ao contrário do que muitas pessoas pensam, vitima também os homens com a mesma intensidade das mulheres, que tanto reclamam da tripla jornada.

A psicóloga chegou a esta conclusão devido ao grande número de atendimentos a pacientes do sexo masculino em ambientes corporativos. Desde então, ela notou que muitos homens lidam com essa pressão como se fosse algo que eles não tivessem direito de reclamar. “Eles não sabem transmitir o que sentem e, na maioria das vezes, falta comunicação e entendimento de si próprio e com os outros afim de melhorar as relações em casa e no ambiente profissional.”

Autoconhecimento – Essa dificuldade, segundo Soely, só é notada quando o profissional passa por um trabalho de autoconhecimento ou um coaching. “Só assim eles começam a perceber as dificuldades como a falta de compreensão e reconhecimento do esforço deles em casa, no fato de não saber gerenciar o tempo com a família e o trabalho, da importância de descansar e ter lazer”, declara.

 

Soely conta que teve a impressão de que um homem é valorizado se é o último a sair da empresa. “Pergunto a eles: qual é a vantagem que você leva, o que ganha com o fato de ser assim? É preciso saber se ausentar e se dar ao direito de momentos prazerosos, curtir a família, os amigos e investir em si mesmo”.

 

Diferenças – Questionada sobre as diferenças no tipo de reação entre os dois sexos nesses conflitos Soely diz que o sofrimento dos homens é apenas diferente do das mulheres, nem menor e nem maior. “Entre as principais diferenças estão o fato que os homens se fecham quando têm um problema e as mulheres gritam”.

No caso da mulher, ela atribuiu como causadores dos conflitos a preocupação com a saúde e a segurança dos filhos durante o período em que está no trabalho, a pressão das tarefas de casa, a falta de assistentes de confiança. “Ela ainda tem que lidar com as pressões do trabalho – assédios, desvalorização profissional e não raro a falta de apoio do próprio marido ou companheiro.”

Já o homem tem que lidar com as conhecidas exigências do papel de provedor do lar,  a pressão financeira, instabilidade de trabalho, preocupação com o futuro. Muitas vezes ele é incompreendido ou não tem o apoio da mulher. Ele sofre com ‘a ausência de casa’, às vezes excessiva, pela demanda do trabalho ou como fuga de um ambiente familiar difícil.”

 

Na opinião de Soely, muitas pessoas acham que a grande vilã é a culpa. “Mas o conflito trabalho X família tem outros agentes muito atuantes, tais como a vergonha, o orgulho, a onipotência, o não saber receber e o não saber pedir, as dificuldades de comunicação consigo mesmo e com o outro”, afirma a psicóloga.

 

 

 

 

 

Síndrome de pânico… ”que medo de não me livrar disto!!!”

 

Desde a Faculdade, na cadeira de Psicopatologia, me interessei muito pelo que chamávamos de Fobia,

Devido a muito estresse e insegurança, muito desgaste e medo associado a um grande desconhecimento de si próprio, o pânico acontece aqueles que são escravos da própria imaginação e por falta de autoconhecimento não distinguem realidade do imaginário.

São vários sintomas, por isto chamamos de síndrome.

O estresse de alerta devido à sensação apavorante de que algo muito ruim pode vir a acontecer no instante seguinte.

Mas depois que tive a primeira crise tive motivo para ter medo sim! A ameaça é real! Sabemos então que podemos ter a qualquer momento novamente e nasce ai’ o pânico do pânico. A pessoa é a sua própria ameaça. Tudo esta’ dentro da própria pessoa e são as próprias sensações físicas.

O desconhecimento de suas próprias emoções e o que elas produzem dentro de si, faz do que sente uma guerra interna, produzindo duvidas e a angustiosa sensação de dor física no peito, seguida de reações de perda de controle das suas funções fisiológicas principalmente aceleração da respiração e batimentos cardíacos, suores, aumento da vontade de urinar, diarréias, vômitos. E sempre um nó na garganta…

Sua imaginação é ativada e vive um terror interno. As imagens passam a ter ação.

A “síndrome” ou “reunião de sinais e sintomas em bloco” é um grito de desespero do sistema psicológico clamando para ser autoconhecido e curado das dores de infância, isto é, renascer e resgatar o prazer da vida.

A psicoterapia corporal nos deu ate hoje excelentes e rápidos resultados e enfim a alma conhece o corpo em que habita e vice versa e livra se do pânico do desconhecido. Primeiro alivia o sofrimento, depois motiva para ser apresentado e conhecer profundamente a si mesmo, com muita alegria, dissipando a sensação de solidão e apartamento de si mesmo. Um encontro!!!

Não sabiam se respeitar e não abusar de si mesmo esquecidos de si mesmo, só para fora em investimentos de todos os tipos, no outro e no material apenas; no intelectual e ignorando as leis do afetivo.

Na ocasião fui tratada com afeto, compreensão e acupuntura.  Caminhadas e artesanato consolidaram minha cura.

Vinte e nove anos depois tive mais uma crise de pânico após um enfarto com quatro paradas cardíacas e o milagre da sobrevivência. Mas  uma amiga do meu lado, que já havia passado pela experiência do pânico repetia: “Não esqueça, é só a imaginação e vai passar”. Repetia e me fazia repetir isto. Eu não suportava a presença das pessoas e ficar sozinha apavorava. Paradoxal, não é?

Minha gratidão aos meus clientes: ter tratado de inúmeras pessoas nestes 29 anos, com esta síndrome ou transtorno, me fez sair muito rápido desta vez deste sofrimento necessário. Vi todos saírem muito melhores desta crise, ou crescimento ou a crisálida transformando – se em borboleta depois de lagarta enrolando se em si mesma, num casulo. A doença como caminho de evolução e crescimento. Para alçar vôo e deixar de arrastar –se é preciso refazer –se em metamorfose.

A relação terapêutica e com outros em grupos de experiências corporais é muito benéfica e traz grandes alegrias no processo de alcançar realmente vida com qualidade pessoal e familiar.

Enfim, Pânico é um termo de origem grega. Segundo a mitologia, existia um deus chamado Pã, que aterrorizava as pessoas. Era o deus dos pastores e dos rebanhos. Filho de Hermes e Driope, seu corpo, era metade homem e metade bode. Quando ele nasceu, a própria mãe teve medo e rejeitou o filho. Entregou ao pai que levou o “bebê” para o Olimpo.  Pã era dotado de um espírito fálico e sexualidade insaciável. “Seu nome significa O GRANDE TODO”. É importante saber que ele não é bom nem mau. Um deus que, apesar de feio, é carregado de energia e vitalidade.

 

Enfim investir em si mesmo!!!  Curtir suas emoções. Viver nova vida, um dia por vez. Eliminar a pressa ansiosa. Buscar soluções e a felicidade nas coisas mais simples e largar a “rabugice” para curtir o descomplicado. Ser bem vindos as suas novas vidas, se assim posso dizer: ser feliz e fazer o bem. Tornar se um emissário de saúde na relação com todas as pessoas de seu convívio diário ou casual. Ecologicamente melhorar a humanidade aos poucos, começando dos mais próximos através do mais ligado a você: VOCE MESMO.

Este foi o caminho que aprendi. Como disse em outra ocasião: experimentei os benefícios da psicoterapia de corpo primeiro em mim e a minha criança resgatada minha gratidão.   Reconheço sua importância em minha busca de ser feliz. Obviamente nunca consegui fazer ninguém feliz… Mas consegui ensinar o que aprendi… o caminho para a minha própria felicidade. SER LEAL COMIGO MESMA E COM OS OUTROS. Ensinei o que sei: ser feliz e fazer o bem andam juntos, são inseparáveis.

 

 

MEDO 2

Para que ele existe?      Poderíamos viver sem medo?  Morreríamos, isto sim, talvez muito mais rápido!!!!      “Quase morri de medo! Fiquei mortinha de medo” são expressões que ouvimos sempre… Mas cadáveres não sentem nada, então não sentem medo. Para sentir medo temos que estar vivos… Ele nos protege se bem equilibrado… Mas, desequilibrado, pode causar muitos danos…      Explico: cada órgão do nosso corpo tem uma função psicológica, pois temos um organismo físico e também psíquico. Nosso corpo e nossa psicologia estão inteiramente ligados… veja pois, não há uma emoção ou um sentimento andando por aí sem um corpo…      Se não tivéssemos estomago, possivelmente nos atiraríamos da janela do edifício ao invés de procurarmos a escada ou o elevador… E será que esperaríamos o sinal abrir para conduzirmos nosso carro por um cruzamento? Não, a falta do medo nos torna perigosos a nós mesmos e aos outros.      Também ouvimos… “Não tenho estomago para isto” significando que nos são indigestas certas coisas.      Então nosso estomago aperta quando estamos com medo, de qualquer coisa, do namorado que demora a chegar, do filho que sai e não volta antes da meia noite, do pivete que se aproxima do carro… Será um pedinte ou um assalto?      De não vencer as contas e as despesas do mês, de sermos abandonados por alguém, da morte de alguém que amamos, de separar-nos de algo ou de alguma coisa que queremos muito, de insetos, de elevador, de altura, de falar em público, de ficarmos sozinho, da solidão, mas também e principalmente, de SERMOS FELIZES, DO SUCESSO, DAS MUDANÇAS, DO NOVO, DO PRAZER…      Isto mesmo!!!! O bom também nos assusta e muito…      Cadê nossa confiança?      Como diz Renato Russo e a Legião Urbana: “Quem roubou nossa coragem… sentimos medo de sentirmos dor…!”.      E o que ele ocasiona se não soubermos lidar com ele?

E o que ele ocasiona se não soubermos lidar com ele?      O medo causa então inúmeras doenças: gastrite, azia, úlceras, câncer de estômago e também fobias ou medo exagerado, síndrome do pânico, dificuldades de cumprir com atividades que a vontade ou compromissos da pessoa exige, provocando comportamentos que evitam ou fogem de determinadas atuações.      Aí então ele passa a não nos proteger, mas nos bloqueia, impede, inibe, deprime!      Os rins sofrem com as inseguranças e o intestino tem dificuldade de cumprir sua função com equilíbrio porque também recebe influências dessa emoção, o medo. E os ombros se tencionam e se elevam contraindo provocando dores na cervical, no pescoço, na nuca, nos ombros, nos braços que ficam contraídos… Eis aí o que ele promove na musculatura…      Somos alertados e violentados por ameaças internacionais e nacionais de bombas, terrorismo, doenças, fome, recessão, loucura, drogas….      Podemos nos proteger, podemos proteger nosso estômago… Como?      Precisamos conhecer estes segredos, os segredos do estômago e outros mais… O que posso evitar, para me resguardar? O que devo pensar e não deixar que se torne pensamento de alarme, de temor, de receio, de alerta, de ansiedade, de desestímulo? O que devo fazer? O que posso fazer? O que tenho que conhecer?

Suely B. Kardosh

que me inibe? Os temores que me impedem de fazer o que eu quero? De ter prazer? De ter momentos de satisfação e alegria? O que devo fazer? O que posso fazer? O que tenho que conhecer?      Primeiramente eu devo me conhecer, saber como eu funciono. Aprender a me olhar, e perceber e dar ouvidos à minha sensibilidade e intuição. Saber o que devo saber e fazer comigo mesmo, tudo que indique que eu me respeito. Respeitar minhas vontades. Conhecer meus limites. Saber parar, desistir ou insistir. Não fugir das coisas que tenho medo, mas também não negar que tenho medo delas.      Fazer com medo é experimentar ir ganhando coragem. À medida que conheço o caminho o novo vai ficando velho, a mudança ficando conhecida. O sucesso sente–se aos poucos e ele não mais assusta e o prazer e a satisfação vão se tornando amenas e corriqueiras.      Viver a dor no menor tempo possível e o prazer no maior tempo possível. A alegria e o prazer são antídotos contra o medo excessivo. O medo não pode paralisar. Ação e movimento servem para afugentá-lo.      Não fique sem movimento. Movimento é vida.


 

 

 

 

 

 

MEDO 1

É possível viver sem medo algum?

Felizmente não.

O que é o medo?

O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da freqüência cardíaca, aceleração na respiração e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, um auditório cheio de pessoas esperando que você fale ou a batida repentina da porta de sua casa.

O cérebro é um órgão extremamente complexo. Mais de 100 bilhões de células nervosas compõem uma intrincada de rede de comunicações que é o ponto de largada para tudo o que sentimos, pensamos ou fazemos. Algumas dessas comunicações levam ao pensamento e à ação consciente, ao passo que outras produzem respostas autônomas. A resposta ao medo é quase inteiramente autônoma: não a disparamos conscientemente.

Como as células do cérebro estão constantemente transferindo informações e iniciando respostas, há dúzias de áreas do cérebro envolvidas no sentimento de medo. Mas pesquisas mostram que determinadas partes desempenham papéis centrais nesse processo.

Tálamo – decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos (dos olhos, dos ouvidos, da boca e da pele).

Córtex sensorial – interpreta os dados sensoriais.

Hipocampo – armazena e busca memórias conscientes, além de processar conjuntos de estímulos para estabelecer um contexto.

Amígdala (Tonsila cerebelar) – decodifica emoções, determina possíveis ameaças e armazena memórias do medo.

Hipotálamo – ativa a reação de “luta ou fuga”.

O processo de criação do medo começa com um estímulo assustador e termina com a reação de luta ou fuga. Mas há pelo menos dois caminhos entre o início e o final do processo.

Criando medo O processo de criação do medo acontece no cérebro e é totalmente inconsciente. Há dois caminhos envolvidos na reação de medo: o caminho baixo é rápido e desordenado, ao passo que o caminho alto leva mais tempo e entrega uma interpretação mais precisa dos eventos. Ambos os processos acontecem simultaneamente.

A idéia por trás do caminho baixo é “não arrisque”. Se a porta da frente de sua casa repentinamente bate, pode ser o vento, mas também pode ser um ladrão tentando entrar. É muito menos perigoso presumir que se trata de um ladrão e descobrir que era só o vento do que presumir que é o vento e aparecer um ladrão em sua frente. O caminho baixo é do tipo que atira primeiro e pergunta depois. O processo desse caminho é mais ou menos assim:

A porta batendo é o estímulo. Quando você ouve o som e vê o movimento, seu cérebro envia esses dados sensoriais para o tálamo. Nesse ponto, o tálamo não sabe se os sinais que está recebendo são sinais de perigo ou não. Mas, pelo fato de poder ser, ele encaminha a informação para a amígdala. A amígdala, por sua vez, recebe os impulsos neurais e age para proteger você: ela diz ao hipotálamo para iniciar a reação de luta ou fuga.

O caminho alto é muito mais ponderado. Ele reflete sobre todas as opções. Será um ladrão ou será que é o vento? Esse é um processo meis longo.

Quando seus olhos e ouvidos captam o som e o movimento da porta, eles desviam essa informação para o tálamo, que, por sua vez, envia a informação para o córtex sensorial, no qual é interpretada em busca de um significado. O córtex sensorial determina que há mais de uma interpretação possível para os dados e os envia ao hipocampo para que ele estabeleça um contexto. O hipocampo faz perguntas como: “Eu já vi este estímulo específico antes? Se vi, o que significou naquela vez? O que mais está acontecendo que pode me indicar se isso é um ladrão ou efeito de um vento forte”? O hipocampo pode captar outros dados sendo enviados pelo caminho alto, como o bater de galhos contra a janela, ruídos externos, etc. E, levando em consideração essas outras informações, ele determina que a batida da porta provavelmente foi resultado do vento. Depois, envia uma mensagem para a amígdala dizendo que não há perigo e a amígdala informa ao hipotálamo para desligar a reação de luta ou fuga.

Os dados sensoriais a respeito da porta (os estímulos) seguem os dois caminhos ao mesmo tempo. Mas o caminho alto leva mais tempo do que o caminho baixo. É por isso que você tem um ou dois momentos de medo antes de se acalmar.

Todas essas reações físicas têm a intenção de lhe ajudar a sobreviver a uma situação perigosa. O medo (e a reação de luta ou fuga em particular) é um instinto também no ser humano.

Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que é hora de entrar em ação, o efeito geral é que o corpo acelera, fica tenso e mais alerta. Se houver um ladrão à porta, você vai ter de fazer algo, e rápido. O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz à medula adrenal para liberar adrenalina e noradrenalina na corrente sangüínea. Esses “hormônios do estresse” efetuam várias mudanças no corpo, incluindo um aumento na freqüência cardíaca e na pressão sangüínea.

A vazão repentina de adrenalina, noradrenalina e vários outros hormônios causa mudanças no corpo:

Aumento da pressão arterial e freqüência cardíaca; pupilas dilatadas para receber a maior quantidade de luz; artérias da pele contraidas enviam maior quantidade de sangue musculos maiores (reação responsável pelo “calafrio” muitas vezes associado com o medo – há menos sangue na pele para mantê-lo aquecido); menos glicose sangüínea;

sistemas não essenciais (como o digestivo e o imunológico) são desligados para guardar a energia para as funções de emergência;

há dificuldade para se concentrar em tarefas pequenas (o cérebro deve se concentrar em somente uma coisa para determinar de onde vem a ameaça).

Todas essas reações físicas têm a intenção de lhe ajudar a sobreviver a uma situação perigosa. O medo (e a reação de luta ou fuga em particular) é um instinto que todo animal possui. os músculos enrijecem, energizados por adrenalina e glicose (reação responsável pelos arrepios – quando pequenos músculos conectados a cada pêlo da superfície da pele tencionam, os fios são forçados para cima, puxando a pele com eles); a musculatura lisa relaxa para permitir que entre uma maior quantidade de oxigênio nos pulmões

O medo é um guia. O medo segura, protege. As emoções protegem, avisam que algo está acontecendo.

E a fobia, que é um medo exagerado, o que ela delata?

Não delata apenas, também obstaculiza, tornando-se um distúrbio.

E a síndrome do pânico? E a fobia e a síndrome do pânico, têm diferença?

A síndrome de pânico tem sintomas físicos, taquicardia, sudorese, sensação de morte.

Qual a origem da denominação “síndrome do pânico”?

Pan era um Deus da mitologia grega. Ele era muito, muito feio, tinha cara de bicho. Um olhar medonho, quatro patas, cascos de cabra, meio bode, meio gente, assustava pessoas que moravam em Ágora, e essas pessoas corriam de medo dele, daí vem o nome pânico.

O medo pode também ser um amigo, ele dá toques, sinais, avisos. Sinto medo no estômago. Posso desenvolver azia, gastrite, úlcera, câncer de estômago se não souber lidar com ele.

No ânus também sinto o medo, mas de sentir raiva. Nos rins também, mas é a famosa insegurança, ou o medo da vida, das coisas da vida. Há também o medo infantil, aquele medo de tudo.

Existem também as fobias, medo de coisas específicas como de avião, altura, insetos e outros.

Alguns medos me colocam em estado depressivo, desmotivam, bloqueiam, evitam, impedem, paralisam e suspendem a respiração.

Aprender a conhecê –los e gerencia – los me permite maior conhecimento do meu íntimo e melhor aproveitamento do que eles podem me proporcionar como proteção.

A sensação de medo muitas vezes é um aviso do que o corpo já pressentiu, mas foge de minha percepção. Por conta disto, o interessante é aprender a conservar um estado de atenção, que é o equilíbrio entre o estado de alerta e a desconsideração com o que se está sentindo. O estado de alerta em exagero produz o stress de alerta.

Quando a proteção natural do medo é insuficiente pelas agressões do meio ambiente, fazemos uma defesa denominada couraça. A couraça é um conjunto de bloqueios, ela é produzida e não natural. A couraça pode e deve ser dissolvida para não aumentar e produzir patologias psicológicas ou físicas, ou ambas.