by su kardosh

Cuidado com o que se pede ou com o que diz. Deus é Sim .

Não fique chorando o que não fez; abra uma champanhe pelo que já conseguiu

É preciso ter a capacidade de, depois de ter um pesadelo, acordar e ser feliz por tê-lo tido.

(Su Kardosh).

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Atividades importantes para a construção da Su

 

Fiz teatro nos anos 70, quando eu já cursava a faculdade de psicologia, e a contragosto da minha mãe, embora ela mesma tenha feito teatro.

Comecei fazendo meu percurso no Teatro Margem, que ficava no meio da Praça Rui Barbosa, dirigido por Manoel Carlos Karam. Participei de criação coletiva e montagem da peça.

E na assistência de direção para Alberto Centurião na peça com atores crianças e adolescentes, “Banho de Lua” realizei arte, musica, literatura, corpo de uma só vez.

Realizei assistência de direção para Antonio Carlos Kraide na peça “o Arquiteto e o Imperador da Assíria”.

Também estudei com o Professor de Expressão Corporal e Biodança o argentino que recém residindo em Curitiba, Manoel Enrique de La Torre (Quique) com quem fiz inúmeras horas de expressão corporal.

Aí estava camuflado o desejo por conhecer profundamente corpo.

 

Em 2004 quando minha mãe faleceu escrevi:

Minha mãe é musica!

 

Minha mãe, Emely, ou Mila Bacila, como a chama sua neta que teve o privilégio de nascer no mesmo dia que ela. Ou Bola que é o apelido que seu filho deu a ela.

Mas para a maioria das pessoas e como mãe e mulher e avó, nós somos unânimes em dizer que minha mãe é musica.            Desde que nasci só a vi realmente feliz no piano e no acordeom ou cantando.

A vida de relação com meu pai foi um romance de estória de princesa e príncipe. Realmente ela era muito nobre e principesca em todas as suas atitudes.

Começou a aprender piano com 5 anos. Foi Miss Palmeira. Dirigia o coral da cidade, fazia equitação, jogava vôlei, dirigia a radio e tocava na Igreja e maquiava e penteava as mulheres da cidade para as ocasiões especiais.

Era muito religiosa, me ensinou a ter fé e conhecer o Criador e te – lo sempre perto do meu coração.

Escolheu para mim o melhor pai do mundo, a melhor avó era sua mãe,

Ensinou-me os princípios morais de seu pai, meu avo Elias.    Deu-me suas duas irmãs, minhas tias, que são só alegria e bom humor. Feliz de quem pode conviver com as três dando risadas.

Seu irmão, Sebastião Bacila que é o meu modelo de profissional, por isso meu sucesso.

E me deu o principal: um irmão amigo que cuida de mim e é meu confidente. Este irmão que tem as qualidades de minha mãe, tais como paciência, delicadeza, amorosidade, discrição. Emely musica era paciente e discreta. Absurdamente sensível… fisicamente e na alma. Um ouvido absoluto, um olfato extraordinário. E tímida no toque.

Respeitosa ao extremo com todos, principalmente com idosos e crianças. Não dizia nada a ninguém nunca se você dizia algo a ela, discreta e absolutamente confiável. Não suportava discussões e era absolutamente conciliadora. Apaziguava a todos sempre. E ficava absolutamente triste se havia alguma desarmonia na família. Família: valor absoluto para ela. Absolutamente correta nos mínimos detalhes e incorruptível.

E a musica, teve um grande desgosto em sua vida: descobriu que a filha dela era absolutamente desafinada desde pequena, igual a meu pai que só conseguia assoviar, mas não conseguia cantar, pois semitonava tudo, como eu. Então começou um grande trabalho de educadora que era… uma docente nata… e educou meu ouvido fazendo com que eu ouvisse musica desde que eu acordava, pois me acordava tocando piano, muitas vezes a minha preferida o revolucionário de Chopin. Preferida por que eu tenho um temperamento revolucionário, expansivo, nada discreto e inovador…

Então era difícil para esta fantástica mulher ter uma filha que não cumpria com as suas expectativas. Sei disto porque minha filha é mais que as minhas expectativas. E eu era absolutamente diferente dela. Mas quando me tornei mulher comecei a ver que só ser parecida com meu pai não me fazia feliz, e comecei a ver como eu também era parecida com ela, feminina e podia ser amorosa e delicada. Aprendi o gosto pela cozinha, o bom gosto e brincar de casinha quando tenho que fazer o serviço de casa, sempre é claro ouvindo musica. Dirigir com serenidade e relaxada, porque ouço musica, trabalhar ouvindo musica, estudar ouvindo musica…

Que herança extraordinariamente valiosa minha mãe nos deixou… a musica… com isto ela se tornou para nós imortal e sempre presente em todos os nossos sentido, no corpo todo, na alegria de vibrar a alma e para deleite de nosso espírito.

Era moderna e atualizada, surpreendia minha filha dizendo que o rapaz estava olhando para ela, minha filha, por que ela é “gostosa”. Participava de tudo que acontecia no mundo… louca por futebol, coxa ferrenha…

Adorava ver eu bonita e bem arrumada, reclamava quando eu relaxava…

Um dia, num telefonema, fiz uma surpresa: cantei Edelwais sem desafinar… fiz aulas de cato para aprender a cantar… e cantei muito com ela depois… foi uma grande emoção… Além de ser minha mãe e mãe do meu irmão materializava todas as suas relações, cuidava de todos, nunca dizia não para ninguém…

E aí nasceu um valor essencial em nossa vida, a amizade, que faz com que hoje ainda, nesta ocasião a oportunidade de homenagear você seja reflexo de valiosos amigos que tenha a certeza sentem tanto a sua falta como nós, meu irmão, eu, minha cunhada e a minha filha, suas irmãs e demais familiares.       Mas não podemos esquecer-nos de uma coisa essencial que ela ensinou: a força, a luta pela vida sem esmorecer, a vida, a musica, expressão de todos os sentimentos, terapia para a alma, mas principalmente a dedicação em tudo e a alegria.

Minha mãe era sempre simpática, sorridente e nunca deprimiu, pois é musica…

A alegria é o seu maior exemplo de força, portanto sou e desejo a vocês só alegria da imagem que Emely, minha mãe nos deixou.

Um brinde Emely! Você que adorava vinho e champanhe, brindei com você no natal de 51 quando você sentiu as primeiras dores do meu parto ao brindar com champanhe. Brindo agora em 2004 quando você renasceu. Você hoje é luz, uma estrela, você minha mãe é musica, brindaremos a você e com você sempre que ouvirmos uma melodia, uma canção, um ritmo, uma poesia.

 

Comecei a trajetória de clínica estagiando a partir do 2º ano de faculdade, em 1972 e em 1976 abri meu próprio consultório, quando comecei a cursar minhas especializações.

Tive de quase parar de trabalhar para cuidar da minha saúde em 2005 e voltei em 2006, num ritmo mais ameno onde feliz permaneço até agora.

Unem se assim: corpo com musica entremeados de palavra, grupos, pessoas e Reich.